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Representatividade e diversidade: As minorias ganhando voz no cinema

Representatividade e diversidade: As minorias ganhando voz no cinema

Uma semana depois, e ainda estou tãaaoo feliz mas tãaaoo feliz pela vitória da belíssima obra de arte chilena "Uma Mulher Fantástica" onde foi coroado como "Melhor Filme Estrangeiro" no Oscar 2018 realizado domingo retrasado em Los Angeles, mal consigo expressar em palavras os sentimentos que estão transbordando dentro de mim até agora!

Sinto como se eu tivesse ganhado! E realmente ganhei né! TODXS NÓS de certa maneira também ganhamos junto. Não foi apenas um prêmio entregue a um filme de cinema retratando a história de uma personagem transexual, foi um prêmio entregue simbolicamente à toda comunidade LGBTQI do mundo onde infelizmente ainda somos vistos como minoria na sociedade e sofremos com as violências verbais, físicas e acima de tudo psicológicas constantemente desde o inicio dos tempos. Vira e mexe me pego entrando em discussões desnecessárias com homofóbicos semi analfabetos e ignorantes que transitam por mim. Dias atrás tive mais uma discussão desagradável e totalmente desnecessária com uma dessas pessoas que não podem ver uma vergonha que já querem passar. Mas enfim, vamos ao que interessa.

A felicidade, representatividade e sensação de dever cumprido estava estampado na cara da belíssima mulher transexual lindaaa de vestido rosa Daniela Vega de apenas 28 anos, atriz e cantora lírica chilena, do aclamado diretor Sebastian Lelio e de todos os envolvidos no projeto.


O roteiro da película conta a história de uma garçonete e cantora lírica transexual (a arte imita a vida e vice versa né non!?) e apaixona-se e vive um romance com um homem cis hétero mais velho até o momento em que ela perde de forma instantânea o grande amor de sua vida. A partir dai, ela se vê completamente desamparada diante da situação tendo que lidar com tudo e todos ao seu redor para poder ter o direito básico de despedir-se dele. Com sua vida virada de cabeça para baixo. Submetendo-se a situações totalmente humilhantes, desumanas e vexatórias que nenhum ser humano deveria passar apenas pelo motivo de ser quem é. De ser o que somos!


A sexualidade humana infelizmente ainda é algo muito frágil e sensível para a grande massa heterossexual normativa predominante nesta grande bola suspensa no universo chamada Planeta Terra, criada por Deus e governada por Jesus! Talvez eu esteja generalizando na minha colocação ao dizer que a massa hétero que existe nesta Terra sejam sensíveis em relação a diversidade sexual existente mas acredito que você em certo ponto concorda comigo né!? Pois bem.

E neste Oscar 2018 as palavras que dominaram e deram o tom da cerimonia foram: Inclusão, Diversidade e igualdade de gênero, sexual e racial, Empoderamento Feminino com direito a pequenos discursos contra as centenas de denuncias de abuso sexual e estupros que explodiram de 2017 para cá contra os poderosos chefões da industria hollywoodiana.


Quando tento pensar em todos as situações constrangedoras e humilhantes que essas mulheres (trans ou não, famosas ou anônimas) tiveram que se submeter para "subir na vida", me dá um embrulho no estômago. Lamentável! Mas as coisas estão mudando (aos trancos e barrancos ainda) porém estamos ganhando voz ativa nesta cultura machista, misógina e homofóbica que ainda insiste em perdurar na sociedade. A luta é diária!


Tivemos uma boa parte dos prêmios sendo distribuídos para mulheres (atrizes, produtoras, roteiristas e afins), negros (destaque para o roteirista e diretor do incrível "Corra" que concorreu em algumas categorias inclusive na de Melhor Filme, além do ator negro que foi indicado como Melhor Ator mas não levou a estatueta infelizmente)  alguns astros e estrelas LGBTQ e alguns outros portadores de necessidades especiais (destaque para a atriz de "A Forma da Água" que concorreu na categoria de Melhor Atriz mas não ganhou) fazendo parte do time de Hollywood neste ano.


Tudo isso reforçando o quanto é importantíssimo e muito relevante as palavras "REPRESENTATIVIDADE" e "DIVERSIDADE" numa premiação do nível do Oscar. E até que enfim, os organizadores do mesmo estão atualizando os conceitos criados ao longo de 90 edições, 90 ANOS é muito filme para dar na canela né minha gente!

Eu sendo mulher, negra e LGBT me senti super bem representada nesta edição. E você, gostou do resultado? Achou que rolou alguma injustiça nesta edição 2018? Conta pra mim.

Representatividade e diversidade: As minorias ganhando voz no cinema Representatividade e diversidade: As minorias ganhando voz no cinema Reviewed by Niedja Williams on 19:18:00 Rating: 5

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