'Na telinha, você é cidadão?' A INDÚSTRIA CULTURAL E A COMUNICAÇÃO EM MASSA

Na telinha, você é cidadão? A INDÚSTRIA CULTURAL E A COMUNICAÇÃO EM MASSA

Hoje, é inimaginável você pensar uma sociedade sem os meios de comunicação em massa; sejam pelos rádios, televisores, acesso a internet, smartphones, dentre outros; estamos todos conectados e antenados às mais diversas notícias e informações. Gradativamente as tecnologias vão se aperfeiçoando e dando lugar a novas criações e fenômenos de comunicação, como por exemplo: Facebook, youtube, Twitter, Netflix entre outros. 

Esses novos inventos tecnológicos transformaram significativamente os nossos hábitos, costumes e a nossa concepção reflexiva sobre o mundo. Porém, nem tudo é flores, essas novas tecnologias tem seu lado positivo, assim como, o lado negativo. 

É positivo, pois nos possibilitou a nos comunicarmos mais facilmente em nosso círculo de amizades, nos permite conhecer lugares inimagináveis por intermédio do vasto mundo virtual e acessar qualquer tipo de informação, independentemente da hora ou lugar. Assim como, não devemos esquecer que foi esses avanços que fomentaram e possibilitaram as mobilizações da juventude na denominada Primavera Árabe; como também, no contexto brasileiro, as jornadas de junho e durante o processo do impeachment/golpe da então presidente Dilma Rousseff. 

Negativo, pois a mesma tecnologia nos condicionam em Bolhas Sociais. A grande mídia, continua compartilhando informações contaminadas com a suas próprias análises inserida (em muitos casos a deturpação do acontecimento). Desse modo, apresenta apenas uma perspectiva do fato, cuja a qual, representa geralmente o interesse dos responsáveis que a imitem, ou então, os das grandes empresas corporativas associadas.

Em seus estudos, Marshall Mcluhan (1971), argumenta que analisar o veículo que emite e difunde a mensagem é mais importante do que a informação em si que é transmitida. Pois os meios de comunicação possibilitaram a criação de uma indústria cultural, onde as diversas manifestações e singularidades humanas passam a serem produzidas de forma padronizada e comercialmente rentáveis.

Os estudos de Bourdieu, seguem essa mesma perspectiva, onde ele alerta a necessidade do processo de democratização midiático, segundo o estudioso, “Eles podem impor ao conjunto da sociedade seus princípios de visão de mundo, sua problemática, seu ponto de vista”. (BOURDIEU,1997), manipulando e inferindo diretamente no capital cultural de cada indivíduo. 


Ademais, a mídia é auxiliada por mecanismos denominados “Aparelhos ideológicos do Estado”. Na perspectiva de Althusser (1983), existem duas formas de manipulação que são em sua essência autoritária e repressiva:

Os tipos repressivos, caracterizado pelo predomínio da repressão por forma física, e secundariamente através da ideologia; 

Os ideológicos que estruturados através da ideologia e secundariamente pela repressão. 

Esses aparelhos aparecem na realidade social no aspecto pluralizado, uma vez que, são constituídos por instituições distintas que integram sistemas diferenciados, mas que remetem, em sua maioria, ao domínio privado. A reprodução dessa ideologia é realizada através dos ordenamentos religiosos, da instituição familiar, dos mecanismos escolares, jurídicos, políticos, sobretudo, à disseminação informativa realizada pelas grandes corporações midiáticas. 

Portanto, temos que estar sempre alerta, mais do que nunca, é necessário democratizar o sistema de comunicação, dado que, não podemos permitir que seja concedidos e administrados meia dúzia de empresários monopolistas. Pois o meio de comunicação é de suma relevância para os indivíduos, porque, quem detém as informações, têm maior poder de persuasão e controle social. 

LEMBRE-SE: Massificar é banalizar a capacidade intelectual humana, tal como, é cercear o pensamento crítico e a liberdade de expressão. 


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALTHUSSER, Louis. Os aparelhos ideológicos do Estado. Rio de Janeiro: Graal, 1983. 

BOURDIEU, Pierre. sobre a televisão. Rio de janeiro: Jorge Zahar. Lisboa, 1997.

MCLuhan, Marshall. Os meios de comunicação como extensões do homem. São paulo: Cultrix, 1971.


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